sábado, 15 de outubro de 2011

COMPRAVA JÓIAS VERDADEIRAS COM IDENTIDADE FALSA


Uma joalheria em Joinville-SC estava atendendo um cliente e nos liga para esclarecimento de dúvidas.
O cliente apresentou RG de Pernambuco e desconfiaram do documento. Peço o número do RG e digo para não liberarem a venda, pois o documento era falso.
Em muitas identidades, são possíveis a identificação de fraudes, pelo número do RG apresentado.

CARTÓRIOS AUTENTICAM DOCUMENTOS FALSOS


CARTÓRIOS AUTENTICAM DOCUMENTOS FALSOS
O cliente apresentou documentos autenticados por cartórios para financiamento de veículo.
A financeira liberou e na hora do pagamento do contrato ao lojista, a operadora encaminhou a documentação para análise.
Era uma identidade de Pernambuco, autenticado por um cartório da região metropolitana.
Era falsa.
O comprovante de residência (conta de luz) foi autenticado por outro cartório, a mais de 50 km do primeiro cartório, na mesma data. Era falso também.
A compra estava sendo realizado em outro município e o local de trabalho era em outro.
Ligando ao local de trabalho, confirmavam o emprego, pois a empresa existia de fato e diziam sempre que o elemento estava em trabalho externo, quando a profissão declarada era marceneiro.
Encaminhamos uma pessoa ao endereço e do lado externo da empresa, ele ligou novamente e viu um elemento atendendo ao telefone. Adentrou o estabelecimento e o outro, ao telefone.
Chegou próximo, quando ele se virou e viu quem estava ligando, à sua frente.
Desconcertado, o elemento confessou que estava recebendo quinhentos reais para cada contrato efetivado pela financeira.
Quem pagava, era o lojista de automóveis, vulgo picareta.
Este mesmo comprovante de residência foi usado posteriormente, em outro contrato, com nome diferente, e outro endereço.
Não dá para entender os procedimentos internos das financeiras, pois só para uma operadora, identificamos dezenas de contratos aprovados com uso de documentos falsos e onde foram posteriormente, recusados os pagamentos.
Grandes financeiras deixaram de operar neste segmento de mercado, tais os riscos que corriam.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tipos de golpistas


Quando falamos em golpistas, existem basicamente cinco tipos de golpistas:
1 – usam dados de terceiros. Usam até nomes de pessoas falecidas;
2 – usam identidades ideologicamente falsas. Através de certidões falsas, conseguem a emissão dos documentos nos Institutos de Identificação;
3 – usam identidades falsas. Com identidades falsas conseguem a emissão de CPF;
4 – Usam CPF não cadastrados na Receita Federal. Com isso, falsificam identidades. Podem usar tanto nomes masculinos ou femininos;
5 – Usam o próprio documento, roubados ou extraviados Podem estar como sócios em empresas.

Danos morais


Na grande maioria dos processos por danos morais, são usados dados de terceiros sem restrições no mercado.
A vítima só se dá conta do ocorrido, quando começa a receber ligações de cobranças ou avisos de débitos não contraídos.
Muitas vezes, o endereço fornecido no cadastro está a milhares de quilômetros do endereço da vítima e em locais onde ela nunca esteve.
Normalmente, as fraudes são primárias e eram facilmente reconhecíveis.
O que falta nas empresas são: investimento em prevenção, treinamento constante e uso adequado dos instrumentos disponíveis no mercado.
Existem dezenas de mecanismos preventivos gratuitos disponíveis na internet. Só falta fazer uso correto e responsável destes instrumentos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

COMPROU CARRO E NEM SABIA ANDAR DE BICICLETA


Certa ocasião, ao visitar uma financeira, presenciei uma cena chocante.
Um pai, senhor humilde, estava desesperado, pois recebeu carta de cobrança em nome do seu filho, deficiente mental, de um carro que ele teria comprado.
Ele estava acompanhado do filho e dizia que o rapaz não tinha condições nem de andar ou comprar bicicleta, quanto mais, comprar um carro.
Dava para se notar claramente o desespero deste senhor.
Tudo levava a crer que os dados do rapaz teria sido usado indevidamente para financiar o veículo.
A financeira, por seu lado, com toda a tecnologia disponível, não conseguiu identificar a fraude?
Isso ocorre com maior freqüência que se imagina.
Só numa operadora, conseguimos detectar quase 40 casos em poucos meses.
Uma boa parte dos veículos financiados ou apreendidos, foram adquiridos desta forma.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

EMPRESA FANTASMA LEVA QUASE CEM MIL


Uma financeira liberou crédito de quase R$ 100.000,00 a uma empresa.
Não pagaram, encaminharam a uma assessoria jurídica para cobrança e estavam sem retorno há meses.
Solicitado para analisar a documentação da empresa e dos sócios, foi constatado que todos os documentos usados eram falsos.
Eles adquiriram uma empresa ativa, transferiram na Junta Comercial usando os documentos falsos e foram ao mercado.
Todas as fraudes eram primárias e a assessoria jurídica nem tinha observado estes detalhes.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Matéria Gazeta do Povo


Indenização

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que julgou dois casos envolvendo o Banco do Brasil entendeu que as instituições financeiras devem indenizar, independentemente de culpa, pessoas prejudicadas por abertura de contas ou obtenção de empréstimos feitos com o uso de identificação falsa. O julgamento seguiu a Lei dos Recursos Repetitivos e a decisão servirá de base para o julgamento de processos da mesma natureza.
O relator dos processos, ministro Luis Felipe Salomão, entendeu que era devida indenização às duas vítimas com base no Código de Defesa do Consumidor, segundo o qual “o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos”.
Gazeta do Povo
Publicado em 03/10/2011