quarta-feira, 4 de julho de 2012

CHEQUE LEGAL


Após quedas contínuas na emissão de cheques como forma de pagamento, onde  representa menos de 40% do verificado há 10 anos, o Banco Central baixou a resolução Nº 3972, de 28 de abril de 2011.
Esta resolução tenta reverter o descrédito que o cheque adquiriu junto ao público, principalmente aos lojistas.
Do total de 1.012.774.800 cheques que passaram pelas Câmaras de Compensação em 2011, cerca de 69.738.300 cheques foram devolvidos, sendo 61.125.700 por falta de fundos. A diferença representou os cheques clonados, falsos, roubados, bloqueados e demais motivos.
O maior responsável pelo descrédito foram os próprios bancos, que nada fizeram para dar maior segurança aos tomadores e ao Banco Central, que demorou mais de uma década para tentar reverter esta situação.
Com essa resolução, a própria FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos passou a disponibilizar gratuitamente o serviço Cheque Legal – www.chequelegal.com.br.
Através deste serviço, a entidade tenta cumprir os dispositivos da referida resolução.

O que ele informa:

1)       Cheque sustado ou revogado.
2)       Cheque objeto de sustação ou revogação em caráter provisório não expirada e  ainda não confirmada.
3)       Cheque enviado ao domicílio do correntista cujo desbloqueio não tenha sido realizado.
4)       Cheque cancelado pela instituição financeira sacada.
5)       Cheque referente à conta corrente objeto de bloqueio judicial total.
6)      Cheque furtado/roubado, extraviado ou destruído durante o processo de compensação.
7)      Cheque referente à conta corrente mantida em cooperativa de crédito cujo contrato com a instituição financeira prestadora do serviço de compensação esteja encerrado, ocorrência a ser registrada pela cooperativa de crédito.
8)       Cheque referente à conta corrente encerrada.
9)      Cheque com outras ocorrências.

Para maiores informações, acesse o site acima para maiores esclarecimentos.
Este serviço não informa se existe saldo na conta do emitente ou se o mesmo está incluso no CCF.

sábado, 19 de maio de 2012

Identidade do RS e assinatura de funcionária de SC

Uma empresa encaminhou uma cópia de identidade por suspeita de fraude.
Era uma identidade do Rio Grande do Sul e com carimbo de uma funcionária do Posto de Identificação de Joinville-SC. O carimbo e a assinatura eram falsos.
Este mesmo carimbo já tinha sido usado em outros documentos falsos identificados na praça.
Os falsários contam com o desconhecimento dos lojistas para a prática de golpes, mas alguns, contam com suporte antifraudes, que é a nossa função.
Através dos dados, é possível identificar uma identidade falsa. Muitas vezes, nem é preciso a cópia do documento para se identificar uma fraude.

terça-feira, 3 de abril de 2012

QUATRO IDENTIDADES, MESMAS DIGITAIS.

Num post mais antigo, tinha comentado um caso onde quatro sujeitos estavam tentando aplicar golpes com documentos falsos e as impressões digitais eram as mesmas em todas elas.
Eram três documentos de São Paulo e um de Goiás.
Com esses documentos falsos conseguiram a emissão de CPF.
Pois bem, passados alguns meses, fomos consultar o SPC.
Não tendo sucesso nas empreitadas na cidade, mudaram-se para BH.
Detonaram a praça.
São contas e operações nos Bancos Santander, Caixa Economica Federal, Banrisul, Bradesco, Itaú/Unibanco, Bradesco Cartões, Citibank.
Tem até um registro por um Cartório de Protestos.
Tudo isso com documentos falsos, onde as fraudes eram primárias e foram identificados através de xerox encaminhados por uma empresa.
A esta altura, já devem estar usando outros nomes.
E ainda falam em Cadastro Positivo...

DOCUMENTOS VERDADEIROS, COMPROVANTES FALSOS

Estão aparecendo golpes com utilização de documentos verdadeiros e comprovantes falsos de renda e residência.
Nestes casos, ou o próprio está tentando aplicar golpes ou os seus documentos estão sendo utilizados para a prática do delito.
O mais provável é a segunda opção.
Num destes casos, o sujeito tinha renda de quase R$ 2.000,00 e o seu comprovante de residência tinha consumo de menos de R$ 15,00 de luz, cerca de 30 kWh.
Direcionando o Google Earth para o endereço, era um prédio de apartamentos que tinha até piscina na cobertura.
Pelo porte do prédio, só de taxa de condomínio, deveria estar em torno de R$ 1.000,00.
Noutro caso, o sujeito apresentou conta de telefone como comprovante de residência.
O prefixo do telefone era de uma operadora e a fatura estava em nome de outra operadora.
Como existe a portabilidade de números, fomo checar as informações.
Consultando o telefone, foi confirmado que era da primeira e não da segunda.
O sujeito dizia ser vendedor de uma empresa e o endereço que constava no seu comprovante de residência era o mesmo do seu comprovante de renda.
São fraudes primárias, mas se não analisadas com atenção, podem ocasionar liberações de créditos.

terça-feira, 6 de março de 2012

PRENDERAM O “JACK NICHOLSON”, EM RECIFE.


Está parecendo manchete de jornal sensacionalista, mas vamos aos fatos.
Antes de ser preso, o estelionatário Ricardo Sérgio Freire de Barros, usando o falso nome de João Pedro dos Santos e uma identidade falsa com a foto do ator Jack Nicholson, teria aberto contas bancárias no Banco Bradesco e Banco do Brasil e teria causado prejuízos de R$ 470.000,00 às duas instituições financeiras.
Ele teria constituído uma empresa com os documentos falsos e aberto as contas bancárias.
Se esta notícia não estivesse correndo o mundo, poderia passar despercebida tal ousadia, mas é isso que ocorre diariamente.
Estelionatários abrem contas bancárias com documentos falsos e muitas vezes, conseguem a emissão de CPF com esses documentos. A própria Receita Federal reconheceu as falhas.
Na maioria desses casos, as fraudes são primárias e facilmente reconhecíveis, mesmo através de cópias xerográficas.
Só no ano de 2011, foram mais de mil identidades falsas identificadas nas empresas que atendemos. Eram compras desde o pequeno varejo até créditos em instituições financeiras, passando por autenticações em cartórios e locações de imóveis.

ESTELIONATÁRIO DECLARA IMPOSTO DE RENDA EM NOME DA VÍTIMA


Foi identificado um estelionatário, comprando caminhões numa concessionária autorizada e financiado por um banco.
O crédito já estava aprovado no montante de mais de 180 mil reais.
O correspondente bancário encaminhou a documentação para análise e foram constatados que eram falsos.
Com esta identidade falsa, o estelionatário conseguiu renovar a CNH em nome da vítima e tinha até declarado IR, colocando patrimônios inexistentes em nome do coitado.
Alertado, o correspondente repassou a informação ao banco que rebateu a informação, alegando que ele era um ótimo cliente bancário, com ótima movimentação.
Autorizou um aumento de crédito para mais de 220 mil reais e o correspondente se recusou a aprovar a tal operação, que foi bancada diretamente pela instituição financeira.
Passados alguns meses, fizemos uma nova pesquisa, onde foi constatado que ele tinha comprado seis veículos, todos financiados.
Já estava negativado por oito instituições financeiras, além das empresas onde ele tinha passados os cheques e a imobiliária que alugou o imóvel.
Observação: quem estava negativado era a vítima, que teve seu CPF e nome usado nos golpes.

quinta-feira, 1 de março de 2012

TIPOS DE GOLPISTAS MAIS COMUM NO VAREJO


EXISTEM BASICAMENTE SEIS TIPOS DE GOLPISTAS

1.       USAM DOCUMENTOS VERDADEIROS OU FRAUDADOS - os elementos usam o próprio documento, roubados ou furtados e falsificam comprovantes de renda e residência. Normalmente são usados para aquisição de bens de consumo de valores menores, como roupas e calçados, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
Usados também para aquisição de bens com alto giro para fazer caixa rápido, como, eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
Estão sendo usados também para compras em pagamentos a credores, como agiotas e traficantes ou servindo de laranjas para quadrilhas.

2.       USAM DOCUMENTOS FALSOS - Os elementos usam CPF de terceiros sem restrições no mercado, falsificam os documentos (CPF, RG, comprovantes de renda e de residência) e vão ao mercado consumir. São muito utilizados para abertura de contas bancárias e aquisição de bens de valores elevados, principalmente veículos.
Muito usados também para abertura ou aquisição de empresas. Todos os cheques clonados, fraudados ou roubados emitidos no mercado tiveram como origem, CPF sem restrições e documentos falsos ou fraudados.

3.       USAM DOCUMENTOS IDEOLOGICAMENTE FALSOS - Através de certidões falsas, conseguem tirar identidades e criam um personagem.
São muito usados para aquisição de bens de valores elevados, aberturas de contas bancárias, aquisição de empresas e podem até conseguir empregos ou tirar passaportes. São usados também em golpes contra seguradoras ou financeiras.

4.       USAM CPF NÃO CADASTRADOS NA RECEITA FEDERAL – Os elementos usam CPF consistentes, não emitidos pela Receita Federal e criam identidades, comprovantes de rendimentos e de residência. Com isso, conseguem créditos no mercado, pois os CPF não apresentam restrições. Podem usar tanto nomes masculinos ou femininos.

5.       USAM RG FALSOS – Com estes RG falsos, conseguem cadastrar CPF na Receita Federal e demais documentos. Abrem contas bancárias e podem cometer todo tipo de golpes se os analistas desconhecerem as características dos documentos.

6.       USAM IDENTIDADES CLONADAS – Esse tipo de fraude começou a aparecer no mercado. Os dados usados coincidem com todos os dados dos verdadeiros titulares dos documentos. Para identificação destes documentos, só com conhecimentos técnicos e mudanças de atitudes nos procedimentos.