sábado, 15 de outubro de 2011

GOLPE DO CHEQUE NO MICROONDAS


Este também é velho, mas continua sendo usado.
As vítimas são titulares de contas bancárias.
Malandros usam cheques preenchidos e assinados, emitidos por correntistas. As fontes para acesso a estes cheques são diversos, como pagamento em lojas ou estabelecimentos que usam impressoras a laser para preenchimento e trocam estes cheques com intermediários ou fornecedores, etc.
De posse destes cheques, os malandros usam fontes de calor, como forno microondas, ou outros, que soltam as partes preenchidas com estas impressoras.
As impressoras a laser usam tonner, que é uma tinta em pó. Este pó é fixado a quente, portanto, com calor, também se solta.
Depois de limpa as partes preenchidas, colocam valores muito maiores para aplicarem os golpes.
As impressoras mais seguras eram as matriciais, que raramente são utilizadas hoje em dia, por questões de produtividade e necessidades do mercado. Hoje, as mais usadas são a jato de tinta e laser.
Evitem a gentileza dos estabelecimentos e prefiram preencher de próprio punho, com caneta própria e recusem canetas de desconhecidos, pois poderão ser vítimas de outro golpe, que são das canetas que apagam após alguns dias.

DIRETOR DO SPC RECEBE CHEQUE CLONADO


Um Diretor do SPC publicava mensalmente no jornal da entidade, minhas matérias antifraudes, com minha autorização.
Conversando com uma funcionária da entidade, fiquei sabendo que ele acabou recebendo um cheque “clonado”, na verdade, um cheque falso, de correntista inexistente.
Liguei para a empresa dele e ele me pergunta se ficou sabendo do caso. Falei que sim e perguntei como ocorrera o fato.
Disse que uma cliente muito bem “apessoada”, não sei em que sentido, apareceu numa camionete e escolheu as mercadorias.
Era uma pessoa muito simpática e comunicativa, não tendo aparência de golpista. Pagou com cheque pelas mercadorias, e a indignação maior, foi porque ele carregou as mercadorias até a camionete e agradeceu com um “muito obrigado e volte sempre”.
Depositado o cheque, voltou com alínea 35.
Perguntei se ele estava com o cheque, ele disse que estava na gaveta, pedi para pegar.
Perguntei:
- Está com o cheque em mãos?
Ele responde:
- Sim.
Pedi para ele molhar um dos dedos e perguntei se tinha feito isso. Ele respondeu que sim.
Pedi então que passasse o dedo molhado sobre o nome da correntista e nº do CPF e perguntei:
- Manchou?
Ele responde:
- Manchou.
Falei então, esta fraude era fácil de ser detectada. Este cheque foi falsificado com impressora jato de tinta e nenhum banco usa este tipo de impressora.
Nota: Quanto à cliente bem “apessoada”, creio que as virtudes estavam em outros locais.

PRENDERAM A GOLPISTA E O POLICIAL FOI PARAR NA CADEIA


Décadas atrás tinham duas golpistas muito conhecidas na cidade.
Eram mãe e filha, a segunda seria uma ex-miss, moradoras num bairro de classe média alta, e muito atuantes na arte de lubridiar lojistas.
Certa ocasião, um policial teria conseguido prendê-las em flagrante e as teria encaminhado à delegacia.
Pegou 30 dias de cadeia. Não as golpistas, e sim, o policial.
A filha teria documento declarando-a inimputável. Só que ela tinha carro, carteira de habilitação e dirigia, além de cometer os crimes conscientemente.
Tempos depois, ficou-se sabendo que a filha seria amante de um juiz.

LEVA MAIS DE DEZ CARROS DA CONCESSIONÁRIA


Uma concessionária de veículos estava tendo problemas e tinha perdido mais de uma dezena de veículos, levados por um cidadão estabelecido na cidade.
Era uma pessoa sem históricos negativos e ele estaria “comprando” os veículos para revender.
Levava um veículo, vendia e pagava a concessionária. Assim fazia, até aumentarem o seu limite de crédito, quando de repente, numa madrugada, ele estaciona cegonheiras e carregam todos eles, inclusive um carro importado e um caminhão.
Tinha queixas policiais espalhadas por diversas delegacias, quando fui visitar um amigo, escrivão, em uma delas.
Ele comentou que estavam atrás de um sujeito, dono de uma empresa e que ele sumira sem deixar rastros. Uns diziam que ele tinha fugido para Miami, outros diziam que estava na Paraguai, quando perguntei o nome e a empresa.
Quando ouvi, disse que era só ler os jornais dos últimos meses que ele localizaria o sujeito. Na delegacia, eles recebiam jornais diariamente, mas não os arquivavam.
Ele simplesmente contratou a transportadora, não pagou, e estava sendo protestado. Tinha edital publicado nos principais jornais.
Era só entrar em contato com esta transportadora e saber o destino.
Elementar, meu caro Watson.
E ainda pagamos salários dos policiais e funcionários públicos para eles ficarem se coçando.
Alguns dos carros ele já tinha vendido a terceiros de boa fé, mas os outros conseguiram recuperar.
Ele não usava documentos falsos, a empresa não era fantasma.
Ficamos sabendo posteriormente, que ele freqüentava diariamente os bingos espalhados pela cidade, até perder todo o seu patrimônio.
O seu maior medo, é que devia a agiotas e temia pela sua vida.
Temos conhecimento de outros empresários que trabalharam a vida toda, construíram um patrimônio respeitável e perderam tudo no vício do jogo (bingo).
E ainda tem gente defendendo a legalização dos jogos de azar, ou pessoas dizendo que bingo não é jogo de azar, que é lazer ou diversão.

BOMBEIRO DE ARAQUE


Tempos atrás, tinha um sujeito que se fazia de esperto e enganava muita gente.
Dizia ser do Corpo de Bombeiros, apresentava identidade falsa, contracheque falso e ia fazer a “praça”.
Quando desconfiavam da veracidade dos documentos, ele fazia o maior escândalo no estabelecimento, dizendo que estava sendo discriminado, que estava sendo vítima de preconceito e que iria processar o estabelecimento.
Muitos, com receio de escândalo, acabavam liberando as vendas, isto é, acabavam doando as mercadorias, pois não iriam receber nunca.
Uma ocasião esteve numa concessionária de veículos e não caíram na conversa dele. Noutra ocasião, esteve num banco oficial e acabaram abrindo a conta. Depois do ocorrido é que nos consultaram, mas já era tarde demais. O sujeito já estava com o talonário de cheques para “gastar”.
Coitados daqueles que aceitassem esses cheques.
Tinha até um alerta nos quartéis sobre as atividades deste elemento, mas muitos não consultavam.

FILA LONGA, PACIÊNCIA CURTA


Vigaristas entram nas lojas, ficam horas escolhendo as mercadorias e quando observam longas filas nos caixas, aproximam-se, entram nas filas lá atrás e começam a reclamar em voz alta, a demora no atendimento.
Isso pode contaminar os demais consumidores e as caixas podem se desconcentrar.
Está formado o circo para eles agirem.
Pagam com cheques ou cartões fraudados, roubados, clonados ou dinheiro falso.
O resultado vai depender exclusivamente do preparo adequado do quadro funcional.
Em outras ocasiões agem da mesma forma, mas começam a puxar conversas em voz alta com outros clientes, demonstrando amizades de longa data. Às vezes, os “amigos” escolhidos são clientes da casa. Isso distrai a atenção das atendentes, pois, se são amigos dos clientes, são pessoas de confiança.
Uma ocasião, a empresa onde prestávamos assessoria nos acionou. O cheque estava em nome de mulher, não era conta conjunta e ele assinou o cheque.
Com os dados recebidos, não tinha nenhuma restrição cadastral, nem alerta.
Não consegui o telefone dela, mas como o sobrenome era incomum, liguei para um telefone com sobrenome semelhante.
Era a casa do seu pai. Pedi para falar com a filha e ela atendeu a ligação.
Perguntei se ela tivera problemas com talonários de cheques e ela informou que tinha sido furtada na noite anterior.
O sujeito estava com a “família” toda na loja, mulher e filhas menores, entre cinco e doze anos.
Um detalhe que chamou a atenção, é que ele deixou o carro longe da loja, quando tinha estacionamento gratuito aos clientes.

CARRÃO IMPORTADO ZERADO PARA IMPRESSIONAR AS VÍTIMAS


Uma loja atendeu um cliente “de respeito”.
O sujeito estacionou o carrão importado, zerado, sem placas, bem na entrada da loja.
Escolheu as mercadorias, por sinal, as mais caras, pagou, despediu-se e se mandou.
Depositado o cheque e confirmado o prejuízo, nos acionou.
Perguntado às caixas os procedimentos adotados, disseram que não foram seguidos, pois o “cliente” estava num carrão importado e estacionou bem em frente à loja.
Até o segurança nos disse que jamais duvidaria do “cliente”.
Impressionou e levou.